Formas de tratar o lixo

Lixão

É a forma mais atrasada de se lidar com os resíduos sólidos, pois ao deixar o lixo exposto a céu aberto sem nenhum tipo de proteção, causa danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. É o destino de 76% do lixo no Brasil.

Incineração

A incineração é um processo de redução de volume por meio de queima a alta temperatura (800ºC ou maior). Esse processo deve ser cuidadosamente estudado antes de sua adoção porque:

  • a massa de lixo é muito heterogênea (resíduos urbanos e hospitalares, por exemplo, são muito diferentes);
  • a combustão nunca se processa de forma ideal, podendo haver formação de outros produtos, como o dióxido de carbono, o vapor de água, e gases que podem incluir diversas substâncias tóxicas, como o chumbo, cádmio, mercúrio e outros metais pesados, ácido clorídrico e dióxido de enxofre, dioxinas e furanos, PCBs e outros. As dioxinas e os furanos, que integram os chamados poluentes orgânicos persistentes - POPs, são tóxicos, cancerígenos, resistentes à degradação e bioacumulam em tecidos gordurosos humanos e animais.

Compostagem

É um processo que permite aproveitar os resíduos orgânicos, como restos de alimentos, folhas, entre outros, transformando-os em um excelente fertilizante para o solo e evitando desperdícios. Pode ser feita em casa ou, em escala maior, em unidades de tratamento biológico. O material orgânico é depositado na composteira, que pode ser um buraco feito no chão, onde deve ficar de 3 a 5 meses. O resultado da decomposição do material orgânico é um composto que pode ser utilizado para adubar vasos, jardins e até hortas comunitárias.

Aterros sanitários

É um método de aterramento dos resíduos em terreno preparado para a colocação do lixo, de maneira a causar o menor impacto ambiental possível. Veja a seguir algumas das medidas técnicas empregadas para proteger o meio ambiente:

a) Proteger o solo com uma manta isolante, de maneira a impedir que líquidos poluentes, lixiviados ou chorume venham a se infiltrar, atingindo as águas subterrâneas;

b) Colocar dutos captadores de gases para impedir explosões e combustões espontânes causadas pela decomposição da matéria orgânica. Os gases são queimados para evitar sua dispersão na atmosfera;

c) Implantação de sistema de captação do chorume;

d) Compactação das camadas de lixo para redução do volume. São cobertas com terra, de maneira a impedir a exalação de odores e atração de animais que transmitem doenças;

e) Controle de acesso ao local.

Aterro controlado

Do ponto de vista ambiental, o aterro controlado não é eficiente porque não utiliza todos os recursos de engenharia para evitar a contaminação, como no caso do aterro sanitário. Entretanto, é uma alternativa melhor que a dos lixões, pois a cobertura dos resíduos com terra e o controle de entrada e saída de pessoas na área evita a presença de catadores e a proliferação de animais transmissores de doenças.

*Na cidade de São Paulo, das 15 mil toneladas produzidas diariamente, 80% são depositadas em aterros, 8% vão para usinas de compostagem, 2% são incineradas e apenas 0,03% é reciclado oficialmente.

 

 

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